Em que você pensa ao ler esta palavra? Psico … genealogia.

 

Sim, tem a ver com a psicologia e a genealogia! Esta junção foi proposta pela professora e psicóloga Anne Ancelin Schützenberger nos anos 1970 na França. Com base nos seus estudos clínicos, Anne introduz o termo psicogenealogia, iniciando assim, mais uma abordagem terapêutica que procura compreender as situações que vivemos com base na transmissão da nossa herança familiar. 

A psicogenealogia parte do princípio que os nossos conflitos, os nossos bloqueios, as dificuldades que se apresentam na nossa vida são frutos dos acontecimentos da história de vida dos nossos antepassados, dos traumas vividos por eles e que, mal elaborados, são repassados de geração a geração.

Diante deste fato, a proposta da psicogenealogia é conhecer as histórias da nossa família, histórias de sucesso e de fracasso, de amores e desamores, de fidelidades e traições, de segredos e tradições, é conhecer cada integrante da árvore genealógica, para poder identificar as influências que eles têm sobre nós.

A Psicogenealogia nos proporciona um trabalho de conscientização e de compreensão da nossa história, nos permite enxergar nossos pais, nossos avós como seres humanos frutos da história de vida de cada família e assim, enxergar que somos frutos de toda essa árvore, que fomos constituídos com a essência de cada personagem desta história.

Sem dúvida alguma, a psicogenealogia é um trabalho de autoconhecimento, uma forma de olhar para “dentro de” si mesmo e poder integrar toda a nossa história, reconhecer nossas raízes e sermos livres para transformar o nosso caminho!

Por Monica da Silva Justino Membro da Association Internationale de Psychogénéalogie – AIP, França.

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